Saúde Pública

Salvar uma vida através do próprio corpo

doação de órgãos, uma luta importante.

A VIAVIDA teve sua criação, no meio de uma família, impotente diante do sofrimento de um filho adolescente, sem que houvesse um doador familiar compatível para doar o órgão necessário. Assim, a consequente entrada na lista de espera desse filho foi muito dolorosa; a impotência de uma mãe por não ser compatível para doar ao filho foi, é indescritível, e torna-se terrível diante da angústia da espera na lista. Na ocasião, final de 1998 haviam sido notificadas 156 Mortes Encefálicas (ME) à Central de Transplantes, resultando em 65 doadores efetivos e 306 transplantes e, no início de 1999, esperavam por um órgão 2.300 doentes.

Ao começar a luta pela Causa da doação de órgãos e tecidos, com a proposta de mudança cultural no Estado, a entidade teve sempre como foco a diminuição da lista de espera, ou melhor mais pessoas doentes tendo a possibilidade de acesso a cirurgia tão aguardada. Iniciado o trabalho, houve imediata integração de familiares de outros em lista de espera, simpatizantes da Causa, e de pessoas que exerciam voluntariado, através de convênio com a Parceiros Voluntários, e posteriormente, com o programa do SESC para voluntários.

No ano 2000 nasceu a Fundação Oficial da VIA, e o trabalho iniciado já tinha como resultado o aumento de 30%, elevando para 86 efetivos doadores – 34,4% das 250 notificações de ME na Central de Transplantes, elevando para 664 o número de transplantes no RS. Cada doador equivalia a 7,72 transplantes.

Desde então, as ações sociais tiveram ativa participação do voluntariado de Porto Alegre e de algumas outras cidades. Esse é o grande destaque – uma equipe de voluntários integrada entre si e dedicada à Causa da doação de órgãos e tecidos, bem como à ações sociais de apoio a pessoas em lista de espera e transplantadas.

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Website: http://www.viavida.org.br/index.asp

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